Estou sentado ao computador, em casa, com vista para um jardim onde muitas pessoas passeiam os seus cães.
Há pouco estava um senhor de idade, possivelmente reformado, a passear com o seu cão e brincava com ele a mandar uma bola de ténis que o bicho ía buscar.
O que me chamou a atenção foi a cara dele, era uma cara feliz, contente e cheia de amor. O cão também estava contente provavelmente por ter espaço para correr e por estar a brincar com o dono.
Pus-me a pensar qual seria a cara dele durante o resto do dia e senti que o mais provável era não ser a mesma. Com isto fiquei também a pensar sobre o motivo de tal acontecer e assustei-me. Utilizei como base para as minhas conjecturas as pessoas que conheço que têm animais de estimação, a maior parte delas sente-se melhor na companhia dos mesmos e, sinceramente, só vejo uma razão para esta diferença de atitude: a falta de amor verdadeiro, aquele em que se aceita o outro como ele é, aquele em que se está contente por estar perto, aquele em que não há exigências de qualquer das partes, aquele em que se faz tudo sem esperar alguma coisa em troca, aquele em que se gosta porque sim, aquele em que não há sentimentos de posse, etc.
Agradável de ver
29 Maio 2008Adquiri uma licença
26 Maio 2008
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A geração Google
24 Maio 2008Acho muito bem que quando não se sabe uma coisa, e se queira saber, se procure. Mas tentar encontrar receitas para tudo não faz sentido.
Isto vem a propósito de ter descoberto que uma das buscas que trouxe alguém a este blog era “coisas que não devem faltar numa carta de amor”.
Ora bem, das duas uma, ou a pessoa que vai escrever a tal carta não sabe o que quer ou então vai fazer uma carta falsa. Sim, uma carta falsa, algo típico de alguns gajos que conheço há muitos anos. Por vezes devido a pressão da respectiva (nunca me escreves uma carta, todas as minhas amigas recebem), outras vezes porque só pensam em saltar-lhe para cima (à respectiva).
Mas se querem a minha receita para tal, eu dou. É extremamente fácil, deixem o vosso sentimento comandar a vossa mão quando escrevem. Não interessa se está bem escrito ou não, interessa é a intenção que põem na escrita. Garanto-lhes que o vosso par vai entender tudo o que lá está, bem melhor do que se fôr uma carta copiada ou escrita segundo uma receita.
Jorge Palma
22 Maio 2008
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Quero-te bem.
Encosta-te a mim.
Pensar a vida
22 Maio 2008Há momentos na vida em que nos sentimos, e somos, uma força de bloqueio para os outros e para nós mesmos. Por mais que custe temos de deixar de o ser. Há dois modos de resolver a questão: ou mudamos ou temos de sair do caminho. Quando o somos para os que nos rodeiam o temos as duas hipóteses de resolução. Quando é connosco temos mesmo de mudar. Esta mudança tem de ser feita independentemente de ser para melhor ou pior, tem é de ser feita para que o bloqueio desapareça e a energia volte a fluir sem paredes.
O prolongar do bloqueio pode vir a provocar danos muito dificeis de sarar.
Dói mudar ou sair do caminho mas é sempre melhor.
Dói deixar algo que nos faz sentir bem e é preciso coragem para o fazer, sair do conforto para que este não se torne um desconforto e uma limitação à evolução mútua.
Há uns tempos escrevi uma carta de amor (não manuscrita). Senti tudo o que lá escrevi e continuo a sentir, não estou arrenpedido de o ter feito, não faz parte da minha filosofia de vida arrepender-me, tiro ilações para o futuro e não guardo rancor nem raiva a ninguém. Essa carta mostra parte daquilo que consigo ser quando deixo o Amor circular e não ficar estagnado, quando não tenho paredes à minha volta. É esse mesmo Amor que tento pôr em todos os actos da minha vida, não o consigo, é certo, mas tento. Sei que tenho paredes à minha volta mas que têm vindo a cair com o tempo e o ar já circula com alguma intensidade mas ainda não é a suficiente.
E agora vou aprender a aceitar que não me aceitem.
Um pequeno conto
22 Maio 2008Olá, eu sou uma brisa.
Estou quase parada, o ar estagnou em mim.
Antigamente andava por aí, acariciava os cabelos das meninas, refrescava pessoas no pico do calor de um dia de Verão, fazia cantar os espanta-espíritos, fazia ondular os campos de cereais e muito mais.
Um dia, uma menina, por gostar muito das minha carícias no seu cabelo, quis que fosse só dela. Na minha inocência aceitei.
Como achou que involuntariamente poderia não ser só dela construiu paredes à minha volta para que não fosse fazer o que fazia antes. Ao ficar fechada, o ar que me constituia deixou de ser renovado. Ao longo dos tempos fui perdendo força e praticamente deixei de ser brisa o que motivou o desinteresse da menina. Deixei de lhe acariciar os cabelos. Mas as paredes ficaram. Foram caindo, com o tempo, mas continuaram a limitar o movimento do ar. Só quando caírem de vez é que poderei voltar a fazer o que está na minha natureza, na minha essência.
Jogo de detectives
21 Maio 2008Por algum acaso este blog foi incluído num jogo de detectives no Orkut.
Resultado: um monte de visitas! Se foram proveitosas não sei mas que consultaram muito o meu perfil isso já é um facto.
Boa sorte aos detectives
Fase de estudo
12 Maio 2008Preciso de parar para repensar a minha vida toda, do princípio até hoje………
Será que tenho tempo?
I cry when angels deserve to die…
12 Maio 2008Estava a ler a letra da música Chop Suey dos “System of a Down”, isto porque hoje, numa pausa para café, fui a uma cafetaria que estava a passar o VH1 nas televisões. Estava a dar a música na televisão e, por não gostarem, muito provavelmente, tiraram o som e depois mudaram para a música insípida do MCM.
Ora bem, como disse, estava a ler a letra da música Chop Suey e finalmente vi a mensagem que me tentaram transmitir há uns 7 anos atrás. Fiquei estúpido por ter sido tão cego e não ter percebido. Provavelmente hoje continuo cego às mensagens, sinais e coisas do género que me mandam e me atiram à cara.
A única coisa boa é que um dia hei-de perceber o que me quiseram dizer e apenas posso pedir desculpa pelo atraso e, se fosse pessoa que se lamenta, lamentar-em de não ter percebido o que se passava à minha volta.
Aqui vai a letra que é muito boa (faltava só dizer isto)
(We’re rolling suicide)
Wake up (Wake up)
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the shakeup (Hide the scars to fade away the)
Why’d you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable
You wanted to,
Grab a brush and put a little makeup
You wanted to,
Hide the scars to fade away the shakeup
You wanted to,
Why’d you leave the keys upon the table
You wanted to,
Why don’t think you trust,
In my self righteous suicide,
I cry when angels deserve to DIE!!!
Wake up (Wake up)
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the (Hide the scars to fade away the shakeup)
Why’d you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable
You wanted to,
Grab a brush and put a little makeup
You wanted to,
Hide the scars to fade away the shakeup
You wanted to,
Why’d you leave the keys upon the table
You wanted to,
Why don’t think you trust,
In my self righteous suicide,
I cry when angels deserve to die
In my self righteous suicide,
I cry when angels deserve to die
Father (Father), Father (Father), Father (Father), Father (Father)!
Father into your hands, I commend my spirit,
Father, into your hands,
Why have you forsaken me,
In your eyes forsaken me,
In your thoughts forsaken me,
In your heart forsaken, me oh!
Trust in my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die…
Esclarecimento
9 Maio 2008Para andar a escrever coisas más como o post anterior prefiro estar calado e de férias de blog
Uma teoria
9 Maio 2008Desenvolvi uma teoria sobre a necessidade humana de se juntar em grupos. Não tem qualquer base cientifica, é baseada apenas na observação e constatação de factos.
Todas as pessoas que conheço sentem necessidade de se identificarem com um grupo, seja ele a familia ou uma tertúlia ou uma religião ou um clube de futebol. As minhas conjecturas aparecem ao tentar perceber porquê. Ultimamente tenho observado muito e de forma neutra, sem fazer juizos de valor (pelo menos tento apesar de por vezes mostrar exactamente o contrário). Razões racionais para se pertencer ao tipo de grupos que identifiquei acima não encontrei, são, normalmente, razões emocionais. Estas razões emocionais prendem-se com medos e com a vontade de nos unirmos para sermos só um. Está relacionado com a busca da unidade e como tal juntamo-nos em grupos que tenham factores comuns e que facilitem a integração em conjunto.
Publicado por zesim
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