Um dos motivos que me inspira a escrever é ter o coração cheio de alegria mas, ao mesmo tempo, gosto de a saborear e, por isso, não escrevo. Resumindo, pouco escrevo e quando escrevo deixo, muitas vezes, que seja a razão a comandar os dedos. Acho que isso tira muita chama ao que se escreve, fica chato e muito racional. Sempre gostei muito de ler coisas escritas ou de ouvir músicas cantadas com o coração (uma das razões porque prefiro concertos a discos). Aqui há uns dias, um dos meus tios deu-me a conhecer um album dos Rolling Stones que não conhecia, trata-se de um concerto de 1969, o disco chama-se “Get yer Ya Ya’s out” e tem um guitarrista muito bom chamado Mick Taylor, é um album que mostra bem aquilo a que me refiro.
Não sou, como sabes, grande fan das Piedras Rolantes (gosto particularmente de uma música, vá-se lá saber porquê…) mas não consigo ficar indiferente à frase “quando escrevo deixo, muitas vezes, que seja a razão a comandar os dedos”.
É uma pena, vives de uma maneira e escreves de outra.
Na exposição permanente, aquela que fica gravada ali como sendo tua, ficas aprisionado à razão.
beijuka
Vai lá ler o post que o mesmo tio deixou no FB, qualquer coisa sobre arquitectura e prisões e liberdade …
Olha se escrevesse como vivo… era a desgraça completa …. ou não Bjs
sabes o que dá qd me liberto? isto http://zesim.wordpress.com/2008/03/04/carta-de-amor-nao-manuscrita/
E isso é mau, não?
É só o post mais comentado e de maior sucesso deste blog, aliás, a servir de mote a outros posts de outros blogs.
Eu acho que é o melhor de todos:)
And I rest my case!
não vou responder a esta provocação barata