Um suicidio anunciado.

28 Março 2008
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Faz hoje 67 anos que Virginia Woolf se suicidou após terminar a obra Between the Acts.

Pode-se dizer que esta obra ficou entre os actos da Vida e da Morte.

A sua vida e um dos seus romances serviram de inspiração ao filme The Hours.

Deixou um bilhete bastante interessante e que mostra o seu altruísmo e a sua forma de olhar para a vida. Dizia qualquer coisa como “Tenho a sensação de que vou enlouquecer. Ouço vozes e não me consigo concentrar no meu trabalho. Lutei contra isto mas não consigo lutar mais. Devo-te toda a minha felicidade, nas não posso continuar a estragar a tua vida.”

Foi uma pessoa avançada para a época em que viveu, com todas as condicionantes e pressão envolvidas que a levaram a depressões. O suicidio foi a última das suas depressões.

Obrigado pelas obras que nos deixaste e pela inspiração para um filme como o The Hours.


Uma amiga virtual

16 Março 2008

Catarina não conheço pessoalmente, só a conheço da realidade virtual e pelo seu blog. Imagino-a como uma pessoa alegre, bem disposta, com um feitio díficil (não leves a mal :) ), imaginativa, com um sentido de humor mordaz e incisivo e que escreve muito bem (a roçar o brilhantismo) e com inteligência.

Esta senhora, a Catarina, pregou-me uma partida muito grande. Lembrou-se de escrever a propósito de um post que fiz. Sim, eu sei que autorizei mas não estava à espera de algo tão bom.

O seu post fez com que o meu humilde blog e que estava no semi-anonimato de forma voluntária, fosse visitado por 103 (cento e três) vezes só no Sábado!!! Hoje Domingo já vai em 80 (oitenta - estes números por extenso é só para garantir que não me engano).

O que ela conseguiu com isto, além de me expôr completamente (vou ter de andar de óculos escuros durante uns tempos, afinal gajo não escreve daquela maneira) foi tornar este bloguezito à beira mar plantado num local muito visitado. Até chegou a estar em número 1 dos blogs com maior crescimento do WordPress! Objectivo que nunca pensei em atingir nem estava nos meus planos.

Nem considero que a Carta de Amor (não manuscrita) esteja assim tão boa. Aliás, foi um momento de fraqueza, o Sporting deve ter perdido ou empatado antes de eu escrever aquela coisa estranha. Ou então foi algum hacker que entrou na minha conta e, para me deixar envergonhado, escreveu aquilo.

Isto tudo para dizer que gostei muito do que escreveste.

Obrigado e Boa Páscoa.


Cartas de Amor

14 Março 2008

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em tempo meu cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

(Álvaro de Campos)


Carta de Amor (não manuscrita)

4 Março 2008

Minha Querida N,

Estou a escrever esta carta para te contar o meu dia de hoje. Esteve um dia muito bonito, estou cheio de saudades tuas, o Sol brilhava e estava bem quente, montes de saudades mesmo, e soprava uma aragem refrescante, continuo cheio de saudades.

O trabalho correu muito bem, dava-te montes de beijinhos no pescoço, e na aula houve uma mudança de professora, mais beijinhos no pescoço, parece que a outra arranjou um trabalho melhor, e beijinhos na nuca também.

Estás a gostar? Imagino que estás a ficar corada por estares a ler isto com os teus colegas de escritório por perto e pensas que não consegues disfarçar que estás a ler uma carta para ti publicada num BLOG!!!!

Continuo?

Queres mesmo?

Então está bem, mas tens de prometer que a lês até ao fim. Não te esqueças que íamos nos beijos no pescoço. Se aguentares até ao fim mereces um beijo looooooooongo no pescoço.

Para me visualizares, estou a sorrir enquanto escrevo, falta só descobrires se é um sorriso malandro como diz a Catarina ou um sorriso doce.

Estou na dúvida se te mando esta carta por correio ou se a publico no blog, provavelmente faço as duas coisas. Sei que irias gostar de a receber ém papel manuscrita mas também gostarias de a ler no blog, em ambos os casos será uma grande surpresa.

Em qualquer dos casos é mesmo só para dizer que gosto muito de ti embora às vezes não pareça. Na~ome vou alongar mais por agora mas prometo que vou escrever mais pois descobri que tiveste poucas ou nenhumas ao longo da tua vida e assim espero que possa preencher esse vazio que nem eu tenho.

Um grande beijo daquele palerma que gosta de ti

Z

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Um ponto de vista diferente

5 Fevereiro 2008

Encontrei este post que me deixou intrigado com o modo de expôr a questão.

Muito bom!


Mulheres - concorrência

30 Janeiro 2008

A concorrência entre homens costuma ser dura mas correcta, o objectivo é ganhar alguma coisa que está em disputa, quando um ganha acaba. Entre as mulheres o objectivo não é ganhar, é esmagar e não dar hipóteses de recuperação à concorrência mesmo que só se consiga isso, é uma guerra constante, é um constante massacre, guerrilha da qual chegam a tirar prazer.

Isto pôs-me a pensar sobre qual o motivo de tão fraticida guerra. Tem de estar relacionada com instintos básicos tal a violência que empregam nessa luta. É uma demonstração forte da falta de inteligência emocional e que me preocupa pois, hoje em dia, elas começam a ocupar cargos de responsabilidade e podem ser facilmente manobradas para cederem aos instintos e reagirem irracionalmente sem pensarem nas consequências (desde que dêem cabo do adversário o resto não interessa).