Gripe das aves

Há uns dias li, num jornal, que, desde 1997, morreram 229 pessoas com gripe das aves. E que experiências em ratinhos mostraram que a “nova” vacina era eficaz.

Depois de ter lido esta notícia 2 perguntas surgiram-me logo:

– Quantas pessoas morreram de Gripe normal, de Sida, de Meningite, etc., no mesmo período de tempo? E de frio? E de fome?

– As vacinas compradas há uns anos não eram eficazes? Quanto custaram? Qual o peso no Orçamento de Estado?

3 respostas a Gripe das aves

  1. mlee diz:

    Depois de ler esta notícia uma pergunta surgiu-me logo: Que mal é que os ratinhos fizeram para mercere o dit castigo?”

  2. K diz:

    Ora aqui está um tema de que gosto particularmente (ou não estivesse eu na área da saúde), talvez porque há demasiada desinformação e as pessoas tendem a minimizar e desvalorizar um risco que é bem real – os meios de comunicação empolaram em demasia o assunto sem apresentarem claramente os factos, que era o que o jornalismo devia fazer; houve igualmente um aproveitamento da indústria farmacêutica, que não é de estranhar num mundo cada vez mais capitalista que vive de interesses económicos. Contudo, existe o risco de o actual vírus passar a ser transmissível entre humanos. E essa é a verdadeira preocupação. Porque uma pandemia da gripe, a acontecer (e as pandemias da gripe são cíclicas), tal como as anteriores, e ao contrário de outras doenças, será inicialmente muito mais fulminante e incontrolável. Estamos a falar de muito mais pessoas afectadas, e mortalmente afectadas, num curto espaço de tempo, sendo que a tendência é de essas pessoas serem jovens e saudáveis (ao contrário da gripe “normal”). Estamos a falar de um afluxo anormal aos serviços de saúde com risco de ruptura e falta de meios. Estamos a falar de quarentenas. Estamos a falar de um estado caótico a nível mundial. No fundo estamos a falar de um cenário à filme. Eu mesmo sabendo que o risco é real, continuo a torcer para que não aconteça. Ademais, actualmente os meios de prevenção são muitos melhores o que ajuda a conter o vírus diminuindo o risco de uma mutação e da transmissão entre humanos.
    Todavia isso não é razão para que se desvalorize os restantes graves problemas mundiais. Mas a isso já nós vamos estando habituados e já não causa sensação. E os meios de comunicação social andam é atrás do sensacionalismo. E uma pandemiazita vinha mesmo a calhar, não?

  3. zesim diz:

    Concordo com tudo o que escreveste e a minha crítica principal vai para a importância que a comunicação social dá às desgraças e aos medos em vez de se preocuparem em informar.
    O objectivo é mesmo vender jornais ou ter as maiores audiências, infelizmente.
    Sei que o risco é real e não o menosprezo mas tambem acho que a cultura do medo não leva a lado nenhum a não ser encher alguns bolsos. É o caso das farmaceuticas, no que diz respeito a medos com a saúde, as petrolíferas, no caso do terrorismo do Iraque e provavelmente do Irão (isto porque a capacidade de extracção atingiu o limite e quem tiver petróleo tem de ter cuidado), das empresas de alarmes e derivados, a propósito de medo de assaltos.
    Basicamente, não acredito que a maior parte das notícias sensacionalistas e que explorem o medo não tenham um “patrocionador” por trás.

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