Pensar a vida

Há momentos na vida em que nos sentimos, e somos, uma força de bloqueio para os outros e para nós mesmos. Por mais que custe temos de deixar de o ser. Há dois modos de resolver a questão: ou mudamos ou temos de sair do caminho. Quando o somos para os que nos rodeiam o temos as duas hipóteses de resolução. Quando é connosco temos mesmo de mudar. Esta mudança tem de ser feita independentemente de ser para melhor ou pior, tem é de ser feita para que o bloqueio desapareça e a energia volte a fluir sem paredes.

O prolongar do bloqueio pode vir a provocar danos muito dificeis de sarar.

Dói mudar ou sair do caminho mas é sempre melhor.

Dói deixar algo que nos faz sentir bem e é preciso coragem para o fazer, sair do conforto para que este não se torne um desconforto e uma limitação à evolução mútua.

Há uns tempos escrevi uma carta de amor (não manuscrita). Senti tudo o que lá escrevi e continuo a sentir, não estou arrenpedido de o ter feito, não faz parte da minha filosofia de vida arrepender-me, tiro ilações para o futuro e não guardo rancor nem raiva a ninguém. Essa carta mostra parte daquilo que consigo ser quando deixo o Amor circular e não ficar estagnado, quando não tenho paredes à minha volta. É esse mesmo Amor que tento pôr em todos os actos da minha vida, não o consigo, é certo, mas tento. Sei que tenho paredes à minha volta mas que têm vindo a cair com o tempo e o ar já circula com alguma intensidade mas ainda não é a suficiente.

E agora vou aprender a aceitar que não me aceitem.

3 respostas a Pensar a vida

  1. alane diz:

    Lindo o comentário que você deixou no meu blog… “Ser de luz”… Talvez sejamos todos nós e, assim como o sol, há dias em que não brilhamos tanto quanto queremos, ou que simplesmente alguém faz ofuscar a nossa luz… O mais importante é que a luz, esta não se apaga. Ainda que discreta, permenece ali, pronta para fazer raiar os mais bonitos raios…
    Quanto ao seu pensar, pense também que nossa vida é feita de ciclos. Muitos precisam começar e, em algum tempo, se fechar. Sim, fechar um ciclo é doloroso, nos faz sofrer, mas, de alguma forma, alguma coisa dentro dele foi bom. E é isso que levamos pro resto da vida. Importante, agora, é voltar a sorrir e fazer brilhar intensamente essa luz que existe dentro de ti..
    E que ela brilhe muito e sempre… porque es tu também, e pelas suas palavras eu sinto, um ser de luz.
    Beijo carinhoso,
    Alane – http://pequenasdigressoes.wordpress.com

  2. Brasinha diz:

    Doi mudar, é claro, mas é bom mudar. Mudar por nós e não tanto pelos outros. A mudança exteriormente motivada é falsa e, consequentemente, sol de pouca dura. Muda por ti e para ti e, depois disso, se verá se os outros te aceitam ou não. Faz por ti primeiro, encontra-te primeiro, o resto virá depois, da mesma forma ou não.
    É tão bom ver-te escrever …

  3. Joaninha diz:

    Tchiiiii…. O que para aqui vai….

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