Agradável de ver

Estou sentado ao computador, em casa, com vista para um jardim onde muitas pessoas passeiam os seus cães.
Há pouco estava um senhor de idade, possivelmente reformado, a passear com o seu cão e brincava com ele a mandar uma bola de ténis que o bicho ía buscar.
O que me chamou a atenção foi a cara dele, era uma cara feliz, contente e cheia de amor. O cão também estava contente provavelmente por ter espaço para correr e por estar a brincar com o dono.
Pus-me a pensar qual seria a cara dele durante o resto do dia e senti que o mais provável era não ser a mesma. Com isto fiquei também a pensar sobre o motivo de tal acontecer e assustei-me. Utilizei como base para as minhas conjecturas as pessoas que conheço que têm animais de estimação, a maior parte delas sente-se melhor na companhia dos mesmos e, sinceramente, só vejo uma razão para esta diferença de atitude: a falta de amor verdadeiro, aquele em que se aceita o outro como ele é, aquele em que se está contente por estar perto, aquele em que não há exigências de qualquer das partes, aquele em que se faz tudo sem esperar alguma coisa em troca, aquele em que se gosta porque sim, aquele em que não há sentimentos de posse, etc.

Uma resposta a Agradável de ver

  1. Brasinha diz:

    Só conheço uma pessoa que amou assim – Madre Teresa de Calcutá.
    Amores há muitos e não um, aquele de que falas não é o amor romântico, porque esse é egoísta e exigente.

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